sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Saudades dos tempos de repressão

Já faz dois dias que o meu querido estado do Rio de Janeiro, principalmente o seu município vive uma verdadeira guerra. Entre traficantes e policias. Bom, pelo menos era inicialmente dessa forma. Ontem no segundo dia dessa guerra o estado teve de se render e pedir ajuda as forças armadas, que graças a DEUS e para o nosso bem, prontamente foram às ruas em uma mega operação de repressão ao tráfico de drogas, jamais vista anteriormente. Cerca de 800 homens do exército, 3 helicópteros blindados da aeronáutica, 6 tanques de guerra da marinha e mais um bom contingente de policiais federais participam dessa operação. Além é claro de policiais militares, do BOPE e do CORE. A guerra toda começou quando as UPP’s (Unidade de Polícia Pacificadora) foram instaladas nessas comunidades prejudicando o “comércio” dos traficantes. Sendo então pressionados dessa forma, eles tiveram de sair de dentro dessas favelas e ir para as ruas do Rio, espalhando terror. Sim exatamente isso. TERRORISMO. Queimando carros e ônibus, matando inclusive alguns indivíduos que por infortúnio não conseguiram fugir. Dezenas de pessoas já morreram, ou estão gravemente feridas em hospitais por balas perdidas ou queimaduras. Hoje esse confronto impossibilitou o funcionamento de diversas escolas e pontos comerciais. 

A conseqüência disso tudo, o Rio de Janeiro mais uma vez mostra ao mundo todo, suas deficiências no que tange a segurança pública e isso próximo das Olimpíadas de 2016 e da Copa do Mundo de 2014. E o que isso produz na população? Bom além do claro sentimento de insegurança, de impotência perante a tal situação, produz também um sentimento de saudade, sim isso mesmo, os brasileiros mais antigos ficam em nostalgia pelo período mais negro de nossa história, a ditadura militar. É caros leitores vemos que o problema é realmente muito sério, quando um povo sente a falta do pior período de repressão que já viveu. Pior até que a colonização. Sabe por quê? A ditadura militar foi o período em que mais fomos dominados por todas as vontades políticas e econômicas do país o qual era a potencia mundial da época e é até hoje, os Estados Unidos. Se hoje, meus caros, continuamos as margens do subdesenvolvimento devemos isso aos 25 anos de dura repressão que vivemos. A tão famigerada doutrina Monroe “A América para os americanos” poderia ser facilmente substituída por: “A América para os interesses dos Estados Unidos.” e exemplificada na nossa ditadura. Porque foi exatamente isso que a ditadura brasileira representou, pois ela foi forjada pela inteligência da CIA e controlada, até que o pensamento socialista, que havia ganhado tanta força quando aconteceu o golpe, fosse totalmente silenciado. A ditadura meus amigo, foi simplesmente um controle de área de influência econômica e nada mais.

Então é GRAVE, e muito GRAVE quando vemos a população sentindo falta da falsa paz produzida pelos tempos de ditadura. Mais grave ainda é perceber que tal guerra sempre esteve premeditada e nada foi feito para prevenir-se dela. Mas o pior de tudo é saber o seguinte: essa foi apenas a primeira de muitas guerras, e isso é triste de se escrever, porém é a mais dura realidade. Pessimismo, não, apenas fatos. Porque enquanto em nosso país tivermos o MALDITO jeitinho brasileiro, de que pra atitudes erradas sempre se tem um jeito, sempre se tem um valor a pagar para se passar ileso. Enquanto os policiais militares e civis continuarem tendo que dobrar as suas jornadas de trabalho, ou arrumar empregos de segurança, ou fazer o mais fácil, que é pegar o “arrego” nos morros para conseguirem sustentar suas famílias. Enquanto as políticas de educação forem falhas, os professores forem mal remunerados e o tráfico se apresentar como a única opção de sobrevivência para os jovens e crianças de comunidade carentes. Guerras e mais guerras irão acontecer, vidas e mais vidas irão se perder. E todo o ciclo vicioso irá começar novamente. É de assustar e surpreender ver como os governantes preferem remediar a ter que cortar o mal pela raiz. Se remediar fosse o mais fácil seria até mais fácil de entender, mas não é. Com isso, a esperança de dias melhores tende a desaparecer e a sucumbir, deixando apenas o medo de morrer por aí.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Cansaço

Cansado de levar essa vida
Cansado da mesmice e ter apenas a lida.
Cansado de ser feito de bobo.
Cansado apenas disso tudo, como um todo.

Cansado de conflitos sem sentido.
Cansado de guerras sem objetivo.
Cansado de lutar sem resultado.
Cansado de ter você ao meu lado.

Cansado de ver histórias repetidas.
Cansado de viver essa vida.
Cansado de ser pressionado o tempo todo.
Cansado de ter que lutar sempre, pelo topo.

Cansado de tantas coisas vividas
Cansado das tristezas sofridas
Cansado, abatido e até ferido.
Mas ainda encontro forças pra lutar comigo.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Just one more Song

Tunnel - Third Day
I won't pretend to know what you're thinking
I can't begin to know what you're going through
I won't deny the pain that you're feeling
But I'm gonna try and give a little hope to you

Just remember what I've told you
There's so much you're living for

There's a light at the end of this tunnel
There's a light at the end of this tunnel
For you, for you
There's a light at the end of this tunnel
Shinin' bright at the end of this tunnel
For you, for you
So keep holdin' on

You've got your disappointments and sorrows
You ought to share the weight of that load with me
Then you will find that the light of tomorrow
Brings a new life for your eyes to see

So remember what I've told you
There's so much you're living for



This song moved me in a different way ... my life has moved to a new way, now that I understand the meaning of it. I can then believe that everything will change.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A Vida e A Morte


Hoje eu vi a Vida e a Morte
Caminhando Juntas
Hoje eu vi a Vida e a Morte
Tão próximas, tornando-se uma

Hoje eu vi a Vida assustada
Hoje eu vi a Morte preocupada
A Vida assustada com a proximidade da morte
E a Morte preocupada com o estado e estilo da vida

Hoje vendo a Vida e a Morte tão unidas
Percebi um fato importante
Não importa o que eu faça na vida
Nem muito menos como será a morte
O que realmente importa é o que se faz no meio delas.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O mundo


Por quê? Por quê? Por quê? Por quê? Por quê?
Por quê? Por quê? Por quê? Por quê? Por quê?
Por quê? Por quê? Por quê? Por quê? Por quê?
Por quê? Por quê? Por quê? Por quê? Por quê?

O mundo faz indagações
O mundo precisa de soluções
O mundo gosta de inovações
Mas o mundo só existe por causa dos corações

O mundo está em um ciclo vicioso
O mundo não sabe como isso é perigoso
O mundo precisa de mudança
Mas sua condição de existência não tem mais esperança

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Reais ou Artificiais


Vivemos em um mundo que a partir do momento o qual abrimos os nossos olhos, ao acordarmos pela manhã, já estamos atrasados, já aconteceram fatos em todos os lugares os quais de alguma forma mesmo sendo muito indiretamente mudaram ou ainda mudarão a sua vida. E esse mudar não se trata de um futuro muito distante, ao contrário, com o passar dos dias esse futuro fica cada vez mais próximo, pois a vida passa a correr a cada dia mais rápido. Chego a me perguntar em qual tempo vivo, se o presente, ou vivo me preparando para o futuro. A verdade é que eu não sei. Na era dos eletrônicos as pessoas cada vez mais se utilizam desses meios para se comunicar, não bastastando à comunicação social, dia após dia empresas tem se utilizado desses meios para difundir seus produtos e suas oportunidades de emprego. Conclusão disso, estamos prestes a se deparar com mais uma evolução na raça humana, passaremos de Homo sapiens sapiens para Homo sapiens facticius (artificial). Sim porque o estilo de vida do seres humanos tem se direcionado a ser cada vez mais artificial, e falo isso se não em todas, mas em muitas áreas de nossa vida. É interessante e importante frisar o seguinte: construímos em meados de 1945 a primeira máquina que foi o marco para a evolução e conseqüente produção dos modelos de computadores atuais. Mas essa nós fizemos para poupar o nosso trabalho, e para dominarmos essa tecnologia, contudo após todos esses anos estamos passando de dominadores para dominados, e o pior, estamos nos tornando dependentes. Porque sejamos realistas, quantos aqui não dormem tranqüilos sem antes olhar quem está online no MSN ou se recebeu algum novo recado no Orkut ou ainda qual foi o último tweet daquele famoso o qual se segue. Quantos aqui não acham uma viagem algo chato de se fazer, em família, caso não levem o notebook e internet 3G.

É bem verdade que hoje nós não precisamos nem sair das nossas casas para “vivermos” (porque isso não é vida!). Tudo, nós podemos conseguir através do advento internet. Alguns exemplos: Se o cara é solteirão e tem vergonha de chegar falar com alguma menina basta ele procurar além das redes sociais mais direcionadas a amizade, redes especializadas em encontros como o Par Perfeito. Agora se o problema dele é emprego, a solução é tão fácil quanto, basta mandar o seu curriculum ao InfoJobs, por exemplo. Se ele precisa comprar algum objeto eletrônico ou outro qualquer existem muitos sites como: “americanas.com”, “amazon.com”, entre outros. Se ele quer um carro, existem leilões pela internet. Se ele precisa falar com seus amigos ou quer conhecer novas pessoas, ele dispõe de MSN, Orkut, Facebook, Twitter ou o bate-papo da UOL. Senão tem idéia de site para alguma necessidade é só jogar no Google que ele acha. Enfim, tudo o quanto as pessoas precisam pra viver elas encontram na internet. E como isso se traduz no comportamento das pessoas?

Nós, da era da informática, preferimos muito mais um contato impessoal com pessoas que amo do que estar com elas de corpo presente. Preferimos muito mais ficarmos “agarrados” o dia inteiro na frente de um objeto sem vida, a viver essa única vida intensamente com os nossos queridos. Aliás, amor, o que é isso? O que isso significa? As pessoas têm vivido tanto uma vida artificial que já não sabem mais o significado desse sentimento, muitos já não conseguem se quer pronunciar essa palavra, nem mesmo para os próprios pais ou parentes próximos, aos amigos, tanto menos. Além disso, as pessoas têm encarado a vida com cada vez mais superficialidade onde não se tem mais tempo, ou melhor, não se sabe mais como é possível manter relacionamentos longos, sejam eles de amizade ou amorosos. E o tempo, ele sim é o culpado ou o grande responsável de toda essa “onda” de falta de compromisso e de frieza, que tem aumentado com o passar dos anos. Você acredita mesmo nisso? Não o tempo não é o culpado, a culpa é nossa, e o que nós temos feito com esse tempo. Aonde nós temos investido esse tempo, o que temos feito com ele? Para onde tem ido às 24hs do seu dia? Tem quanto tempo que você não se reúne com os seus pais para conversarem? Há quanto tempo você não dedica poucas horas do seu dia para visitar seus avôs? Qual foi a última vez que você disse ao seu melhor amigo (a) o quanto ele (a) é especial para você? Com que freqüência você diz eu te amo, ou ainda como você tem demonstrado seu amor pelos seus queridos? E agora, qual foi a ultima vez que você entrou no Orkut? Quando foi o seu último tweet? Qual foi o último fato que você curtiu no facebook? Você está online no MSN?

Pensemos no que temos feito com a nossa única passagem aqui nessa terra, reflitamos acerca dos nossos valores, analisemos como de fato a nossa vida tem se encaminhado e qual rumo que ela irá nos levar. Estou certo de que é realmente importante todo esse avanço tecnológico, não sou contra essa tecnologia, até porque sem ela vocês não estariam aqui lendo essa postagem. O nosso problema atual não é a riqueza de recurso que dispomos para facilitar a nossa vida, o nosso verdadeiro dilema é descobrir quem é que realmente manda se é você ou seu computador o ser humano pensante. Quem influência quem? Só sei de uma coisa analisando o mundo como tem andado nota-se a necessidade iminente de uma paralisação geral para a reflexão de que tipo de seres humanos nós temos sido, reais ou artificiais.

sábado, 16 de outubro de 2010

Indignação

Indignação é o que me resta. Na verdade, indignação é o que nos resta, sim a todos nós. Fiquei sabendo um pouco antes das eleições presidenciáveis do primeiro turno que uma lei imprescindível para ser a voz da indignação do povo tinha caído por terra. Aliás, meus amigos, eu fiquei surpreso com o fato de ser eu e mais uns 2 ou 3 amigos os únicos a terem conhecimento dessa lei. Mas era de se esperar, porque se nós e agora eu falo como povo brasileiro tivéssemos o conhecimento de que tal lei tinha sido exclusa das leis eleitorais jamais estaríamos indo para mais uma eleição como ovelhas mudas indo para um matadouro. Não, não meus amigos, se nós conhecêssemos, estariam todos reunidos novamente como nos unimos nas diretas já contra o governo Collor, ou talvez não. Bom a verdade é que existia uma lei eleitoral que consistia no seguinte: “Se uma eleição obtiver uma maioria de 50% ou mais de votos nulos, que são/eram considerados votos válidos, os concorrentes ao cargo que tal fato aconteceu seriam todos eles mudados. E então se teria uma nova eleição, como todos os candidatos a aquela vaga diferentes.”, e agora isso não vale mais de nada, porque nessas eleições os votos nulos não são considerados mais válidos. E o quanto isso era importante?  Bom, vou dar um pequeno exemplo. No dia em que fui votar levei cerca de uma hora na fila de minha zona eleitoral e como ela fica perto de minha casa levei cerca de 15 minutos na minha caminhada até lá. E durante esse tempo todo eu fiquei pensando em qual candidato votaria, para governar o estado do Rio de Janeiro, cheguei à urna, votei-nos outros candidatos e lá ainda levei cerca de meio minuto até me decidir por pura falta de opção votar em um candidato que eu tinha certeza de que não seria eleito. Então aí está a importância dessa lei que já não existe mais. Eu me senti impotente caros amigos, de pés, mãos e voz atados. Não tinha a opção de clamar nas urnas que as alternativas que me deram eram todas elas de contra aquilo que desejo para o meu estado. E agora nos aproximamos do segundo turno para os presidenciáveis, com candidatos que não merecem o meu voto de confiança, o que farei? Dessa vez, irei anular o meu voto. Prefiro me abster do meu direito, a votar em alguém por falta de opção.
É revoltante que nós, vivendo o século XXI tenhamos sido silenciados de forma tão sórdida, mesquinha e baixa. Contudo meus amigos não foi isso que me revoltou. Entristece-me e me preocupa a maneira como o povo brasileiro conhece sua legislação, alias tirando advogados, juízes e donos de pequenas e médias empresas e algumas outras exceções são poucos os que se interessam por leis. Sim, e eu me incluo nessa. Além dessa alarmante falta de conhecimento das legislações que nos regem, existe outro agravante, que pode explicar o porquê que nós vivemos de 4 em 4 anos o mesmo filme. Nós brasileiros gostamos muito de nos gabar de nossa esperteza, de nossa malandragem, quando os verdadeiros espertos e malandros têm sido os governantes que entrando ano e saindo ano tem cada vez mais afunilado nossas opções de se opor ao governo. Mas porque tudo isso acontece? A grande verdade meus amigos é que a corrupção e a desonestidade começam de baixo. Começa na propina dada ao guarda municipal por ter avançado o sinal. No “café” dado ao policial por andar com carteira vencida. Pela “ajuda” do amigo que trabalha em um órgão do governo para conseguir aquele documento mais facilmente. Enfim jeitos que forma o conhecido “jeitinho brasileiro”, e é engraçado que esse tipo de atitude é a mesma, em maiores proporções, feita pelos nossos governantes quando desviam verbas e mandam para paraísos fiscais.
Diante desses pequenos fatos apresentados, posso chegar à seguinte conclusão, não conhecemos o direito e nem temos o direito de reclamar de nossos governantes. Sim, se revoltem comigo, falem mal, me chame de fascista, do que for, mas é essa a verdade. Nós agimos como eles agem. Nós não sabemos o que fazer para que eles cumpram suas obrigações. Nós fomos silenciados nas urnas e ficamos parados. Então do que reclamar, para que ir para as ruas e protestar. NÃO TEMOS O DIREITO DE FAZER ISSO! NÃO SOMOS DIREITOS (CORRETOS) PARA FAZER ISSO. Sugiro então, para que possamos enfim lutar de forma organizada e efetiva contra esses políticos e então termos o nosso país crescendo como deve, interrompendo esse “Crescimento La Baile de Máscaras”, uma reformulação em nós primeiro. Sim meus amigos, vamos buscar conhecimento, vamos lutar para conhecermos nosso direito, vamos abandonar os nossos péssimos atos de corrupção, comecemos a andar dentro da lei e a conhecê-la. Vamos nos tornar um povo mais educado, um povo mais consciente, um povo que não viva de reclamações, de lamentações, de fracas lamúrias que não nos levaram e não irão nos levar a lugar algum, NUNCA. Não amigos, vamos lutar direito, vamos lutar com inteligência e não com esperteza, vamos lutar e saber pelo que estamos lutando, deixemos nós de sermos “vacas” de presépio, deixemos a ignorância, a falta de conhecimento. Porque à volta, ou o início, de um efetivo crescimento só se dará nesse país a partir do momento em que nós como um povo nos renovemos pela educação, nos tornemos educados, não de diplomas, mas de atitudes e consciência, só assim teremos o Brasil com o qual tanto sonhamos. A minha esperança é que esse despertar não aconteça tarde demais.
PS.: Esse texto foi inspirado em um email que recebi do jornalista e colunista do jornal O Globo, João Ubaldo. Caso você se interesse deixe o seu email no comentário que terei o prazer de enviar-lhe uma cópia. Obrigado por ler a postagem. Até a próxima.