Já faz dois dias que o meu querido estado do Rio de Janeiro, principalmente o seu município vive uma verdadeira guerra. Entre traficantes e policias. Bom, pelo menos era inicialmente dessa forma. Ontem no segundo dia dessa guerra o estado teve de se render e pedir ajuda as forças armadas, que graças a DEUS e para o nosso bem, prontamente foram às ruas em uma mega operação de repressão ao tráfico de drogas, jamais vista anteriormente. Cerca de 800 homens do exército, 3 helicópteros blindados da aeronáutica, 6 tanques de guerra da marinha e mais um bom contingente de policiais federais participam dessa operação. Além é claro de policiais militares, do BOPE e do CORE. A guerra toda começou quando as UPP’s (Unidade de Polícia Pacificadora) foram instaladas nessas comunidades prejudicando o “comércio” dos traficantes. Sendo então pressionados dessa forma, eles tiveram de sair de dentro dessas favelas e ir para as ruas do Rio, espalhando terror. Sim exatamente isso. TERRORISMO. Queimando carros e ônibus, matando inclusive alguns indivíduos que por infortúnio não conseguiram fugir. Dezenas de pessoas já morreram, ou estão gravemente feridas em hospitais por balas perdidas ou queimaduras. Hoje esse confronto impossibilitou o funcionamento de diversas escolas e pontos comerciais.
A conseqüência disso tudo, o Rio de Janeiro mais uma vez mostra ao mundo todo, suas deficiências no que tange a segurança pública e isso próximo das Olimpíadas de 2016 e da Copa do Mundo de 2014. E o que isso produz na população? Bom além do claro sentimento de insegurança, de impotência perante a tal situação, produz também um sentimento de saudade, sim isso mesmo, os brasileiros mais antigos ficam em nostalgia pelo período mais negro de nossa história, a ditadura militar. É caros leitores vemos que o problema é realmente muito sério, quando um povo sente a falta do pior período de repressão que já viveu. Pior até que a colonização. Sabe por quê? A ditadura militar foi o período em que mais fomos dominados por todas as vontades políticas e econômicas do país o qual era a potencia mundial da época e é até hoje, os Estados Unidos. Se hoje, meus caros, continuamos as margens do subdesenvolvimento devemos isso aos 25 anos de dura repressão que vivemos. A tão famigerada doutrina Monroe “A América para os americanos” poderia ser facilmente substituída por: “A América para os interesses dos Estados Unidos.” e exemplificada na nossa ditadura. Porque foi exatamente isso que a ditadura brasileira representou, pois ela foi forjada pela inteligência da CIA e controlada, até que o pensamento socialista, que havia ganhado tanta força quando aconteceu o golpe, fosse totalmente silenciado. A ditadura meus amigo, foi simplesmente um controle de área de influência econômica e nada mais.
Então é GRAVE, e muito GRAVE quando vemos a população sentindo falta da falsa paz produzida pelos tempos de ditadura. Mais grave ainda é perceber que tal guerra sempre esteve premeditada e nada foi feito para prevenir-se dela. Mas o pior de tudo é saber o seguinte: essa foi apenas a primeira de muitas guerras, e isso é triste de se escrever, porém é a mais dura realidade. Pessimismo, não, apenas fatos. Porque enquanto em nosso país tivermos o MALDITO jeitinho brasileiro, de que pra atitudes erradas sempre se tem um jeito, sempre se tem um valor a pagar para se passar ileso. Enquanto os policiais militares e civis continuarem tendo que dobrar as suas jornadas de trabalho, ou arrumar empregos de segurança, ou fazer o mais fácil, que é pegar o “arrego” nos morros para conseguirem sustentar suas famílias. Enquanto as políticas de educação forem falhas, os professores forem mal remunerados e o tráfico se apresentar como a única opção de sobrevivência para os jovens e crianças de comunidade carentes. Guerras e mais guerras irão acontecer, vidas e mais vidas irão se perder. E todo o ciclo vicioso irá começar novamente. É de assustar e surpreender ver como os governantes preferem remediar a ter que cortar o mal pela raiz. Se remediar fosse o mais fácil seria até mais fácil de entender, mas não é. Com isso, a esperança de dias melhores tende a desaparecer e a sucumbir, deixando apenas o medo de morrer por aí.