terça-feira, 7 de setembro de 2010

Decisões na Vida


Os jovens passam por momentos difíceis quando chegam ao 3º ano. Decidir o que fará pelo resto da sua vida, é um exemplo. Muitos que passaram por isso e acertaram o seu alvo, alcançaram seus objetivos, hoje, pensam que é fácil tomar essa decisão. Muitos até se assustam quando indagam algum jovem e percebem que ele está na dúvida. A grande verdade é que o jovem chega ao ano do vestibular quase sem preparo nenhum para escolher sua profissão. Quantos amigos que você tem, estão realmente decididos em sua profissão sem ter recebido uma “sugestão” de seus pais ou familiares? Quantos escolheram aquilo que realmente gostam, sem olhar para a remuneração que irão receber ao fim da faculdade? São poucos, ou quase nenhum. Reza um mito de que é importante fazer aquilo que gosta e sentir-se realizado no trabalho é tudo para se ter uma vida feliz. Mas, sejamos realistas, estamos em tempos contemporâneos e de uma política do consumismo, onde você tem que ter, só porque tem que ter. Com isso adaptamos muitas das vezes o aquilo que gostamos ao que possa ter um bom retorno financeiro no futuro. Outro agravante o qual pesa neste momento é o fato das escolas não orientarem os alunos neste importante momento, aqueles os quais conseguem qualquer tipo de orientação foi porque buscaram por fora. Soma isso tudo ao fato dos jovens apresentarem muitos “altos e baixos” acerca da própria opinião. Temos um enorme conflito!
         É importante lembrar que conforme se aproxima o vestibular a pressão só aumenta e ela acaba passando para o jovem, ou seja, antes eram só as pessoas ao seu redor que te pressionavam, agora a situação só piora, você passa a pressionar a si mesmo. Então em meio a esse caos a única coisa que o jovem consegue tomar é uma decisão certa. Logo nessa decisão, logo nessa fase da vida, logo no momento o qual é decidido um bom futuro ou não. Sim é nesse momento onde há o maior acumulo de tensões, que o jovem tem que tomar sua maior decisão. E por causa de todos esses fatores a decisão nem sempre é a melhor.
         Conclusão de tudo isso, o jovem de hoje é o país de “daqui a pouco”, sim, não mais “amanhã”, porque este pode estar muito distante. Então a formação de trabalhadores frustrados, só porque tomaram uma decisão errada e não puderam voltar, podem trazer sérias conseqüências para o futuro do país como um todo. Ainda bem que para problemas como este ainda existem soluções, como por exemplo, a introdução de orientadores, psicólogos aos jovens nas escolas desde o início do ensino médio, dando mais tempo desses analisarem as opções que possuem. Palestras de profissionais da área, mostrando o dia-a-dia desse trabalhador, entre outras coisas. Com a apresentação desses fatos fica perceptível que todo aquele estresse ocasionado pelo vestibular pode ser diminuído se não por completo, pelo menos em uma boa parte. Como tudo por aqui só falta vontade.

6 comentários:

  1. Essas tensões de ano de vestibular são mesmo de deixar os cabelos em pé. Ao menos ainda há quem se importe, mesmo que não tenha certeza absoluta de suas decisões. Então a tendência é que, com força de vontade e formação correta, as coisas melhorem.
    Tomara. (yn)
    Gostei do post, Daniel.

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  2. por essas e por outras que ser um pouquiinho só vagabundo pode ser bom, ahsushushua

    procurar se discontrair e não ser tomado/dominado por essas tensões!

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  3. Li uma matéria sobre esse assunto alguns dias atrás e acho que o negócio é arrumar um emprego antes, ou seja, entrar no mercado de trabalho e ver primeiro como funciona, ver o que lhe interessa e que dê uma certa condição de vida que lhe agrade. É o que eu estou fazendo, não vou correr, fazer uma, duas faculdades sem saber realmente o que eu quero e me atolar de diplomas sendo que tem advogado junando latinha por aí :T
    Uma boa pedida é concurso público, estabilidade e segurança enquanto você pensa no que quer REALMENTE fazer como superior, sem pressa =)

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  4. Bom, eu sou uma daquelas que já está decidida o que vai fazer. Mas isso só aconteceu quando eu entrei em contato com o meu técnico, pois até então eu não tinha a menor idéia. E eu posso dizer que não recebi nenhum 'apoio' dos meus pais, pois os mesmos são leigos sobre o assunto. Quem sabe alguma coisa de meteorologia ao não ser aqueles que a estudam? Concordo que deveriam ter mais palestras comentando sobre cada profissão, de modo que pudesse clarear um pouco a nossa cabeça. Outra coisa é a remuneração, eu vou seguir o que eu gosto e a remuneração é boa ( acho que sou 1 em milhões ), mas óbvio que se fosse mal remunerado eu não estaria fazendo. Não adianta você amar a sua profissão se seu trabalho não é reconhecido. E no mundo de hoje, como você disse, capitalista, dinheiro é a base de tudo. (Óbvio que dinheiro não traz felicidade e aquelas coisas clichês de sempre...)
    Bem, é isso.
    Seu blog tá super legal. Beijão

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  5. É verdade...eu por exemplo, esse ano, só ia fazer vestibular por fazer, mas foi só eu tirar uma nota boa em uma prova que começou a pressão aqui em casa...sem falar que nós não temos só vestibular pra nos preocupar, neh?!

    Tá mandando muito bem, continue escrevendo!! ;D

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  6. Eu tenho um comentário pra fazer... Dinheiro não tem que ser a base de nada!!! Coloca Jesus em primeiro lugar na tua base, e Ele fará aquilo que você nunca esperou. Aiaiaiaiai, cadê os Profetas de Deus pra resolver essa situação, Jesus... Meu Deus.

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